sábado, 9 de janeiro de 2016

MASTALGIA (DOR NAS MAMAS)

Mastalgia ou dor mamária é um dos sintomas mais comuns em mulheres, tendo uma prevalência de 41 a 69% e pode se apresentar como um leve desconforto até dor severa.

É classificada em mastalgia cíclica, acíclica ou extramamária. Consideramos cíclica quando se apresenta no período pré-menstrual; acíclica quando não há relação com o ciclo e a extramamária é a dor referida na mama, porém usualmente é de origem musculoesquelética.

A dor mamária considerada normal é geralmente acompanhada de ingurgitamento mamário e leve desconforto pré-menstrual com duração de um a quatro dias. A dor mamária cíclica anormal geralmente é moderada a severa, com duração de 5 a 14 dias ou mais por mês, freqüentemente bilateral, acomete principalmente os quadrantes superiores laterais das mamas e pode ter irradiação para o braço, apresenta-se na terceira e quarta décadas de vida. Geralmente está associada a espessamento mamário, constituindo as Alterações Funcionais Benignas da Mama (AFBM), que representam simplesmente a resposta funcional efetora do tecido mamário à hormonologia cíclica do menacme(período reprodutivo da mulher), porém a causa da mastalgia cíclica é desconhecida.

A dor acíclica é menos comum , se responsabiliza por aproximadamente 31% dos casos de dor mamária. Tende a ser unilateral, referida como dor em queimação , localizada em um dos quadrantes mamários; entretanto, dor difusa e com irradiação para a axila pode ocorrer. A maioria das mulheres refere o início dos sintomas na quarta e quinta décadas de vida, porém muitas iniciam após a menopausa. Pode ser decorrente de afecções mamárias específicas como processos inflamatórios e mastites, traumas, cicatrizes. A maioria dos casos surge por razões desconhecidas, mas acredita-se que as causas são mais anatômicas do que hormonais.

Extramamária é a dor que localizada na mama, mas que não pertence a esta. Várias condições extramamárias podem se apresentar como dor na mama. O diagnóstico diferencial é extenso e envolve dor anginosa, infarto, pleurite, fatores psicológicos, mas a maioria das vezes está relacionada a alterações musculoesqueléticas. Envolve mialgias, lesões musculares, neuralgias, dores ósseas e articulares como a Síndrome de Tietze.

Exames complementares utilizados normalmente são a mamografia e a ecografia. Mulheres jovens com mastalgia cíclica não exigem mamografia na ausência de dor focal, achados suspeitos ou fatores de risco. Ela deve ser considerada em mulheres com mastalgia focal que estão entre 30 a 35 anos ou mais, têm história familiar de câncer de mama ou outros fatores de risco. A
ultrassonografia deve ser solicitada em mulheres com dor focal em qualquer idade.

O tratamento pode ser realizado com fitoterápico Agnus castus que apresenta boa tolerância e eficácia para o controle da mastalgia cíclica. Bromocriptina e Danazol promove melhora significativa da dor mamária. Tamoxifeno é eficaz para mastalgia cíclica e acíclica, com poucos efeitos colaterais. Evidências atuais não demonstraram benefício do ácido gamalinoleico (AGL) e vitamina E. E está ainda em discussão se há melhora da dor com uso de anti-inflamatórios .

A principal preocupação da mulher com mastalgia é o medo do câncer de mama, porém o risco de câncer subclínico, após exame físico e mamográfico normais, é estimado em apenas 0,5%. Após uma boa avaliação médica juntamente com exames complementares de imagem é o necessário para nos tranqüilizarmos e melhorarmos nossa qualidade vida.
 

MENOPAUSA PRECOCE

Levando-se em consideração que as mulheres estão iniciando a vida reprodutiva cada vez mais tarde, a avaliação da sua capacidade de gestar torna-se um desafio freqüente para o ginecologista, não apenas no aconselhamento dessas pacientes, mas também no manejo de problemas como a infertilidade e a insuficiência ovariana prematura.


A Falência Ovariana Precoce (FOP), foi descrita por Moraes-Ruehsen e Jones, em 1967, é caracterizada pela interrupção da função ovariana depois da menarca e antes dos 40 anos de idade, caracterizando-se por níveis elevados das gonadotrofinas hipofisárias e níveis baixos de estradiol, podendo coexistir ou não a depleção folicular.( em termos mais práticos é um estado de Menopausa Precoce).

É conhecido que o feto atingirá em torno de 3,5 milhões de células germinativas,em cada ovário, ao redor da 20ª semana de gravidez. Conforme estudos de Hsueh et al., ainda durante a vida fetal, parte dessas células iniciam e sofrem processo de apoptose,e sua quantidade à época do nascimento estará reduzida a torno de 1.000.000 em cada ovário. Na sequência de vida, há um processo de recrutamento e seleção constante que passa a suceder nos ovários em relação aos oócitos,através de um processo continuo de atresia desses folículos ovarianos,e não mais de 400 a 500 oócitos serão liberados durante toda a vida reprodutiva da mulher.


Os possíveis fatores causais da FOP variam desde fatores imunológicos,como doenças autoimunes (,hipotieroidismo e diabetes melitos tipo I), fatores tóxicos-ambientais ,como drogas quimioterápicas ou procedimentos radioterápicos-cirúrgicos,até causas genéticas, sendo que, nestas, uma gama ampla de anormalidades genéticas poderão estar envolvidas.. Outros fatores associados como passado de cirurgia ovariana ( endometriose), história de tabagismo pesado e uso abusivo de produtos contendo galactose os .casos de FOP na família representam 10% dos casos. Além desses diversos fatores,restam as causas idiopáticas,cujos mecanismos desencadeadores não foram até hoje caracterizados,mas seguramente induzem a gênese dos fenômenos de apoptose nos oócitos.

Os sintomas mais comuns são a mudança no padrão menstrual podendo essa alteração se apresentar de inúmeras formas (oligomenorréia ( diminuição da quantidade de fluxo menstrual) , amenorréia ( ausência de menstrução por mais de 45 dias), sangramento uterino anormal ) .As vezes essas alterções podem ocorrer após a parada do uso da pilula ou gravidez.,na maioria das vezes os sintomas vasomotores ocorrem após os sintomas mensturais em especial quando há acentuada diminuição da redução da reserva ovariana.Pode ser observado vagina atrófica ( seca) e dispareunia ( dor durante a relação sexual) tronam-se presentes com a evolução da falência ovariana precoce. Mulheres jovens com irregularidade de menstrual por mais de três ciclos
mentruais sem uso de anticoncepção e história sugestiva devem ser avaliadas. Em 90 % dos casos a FOP ocorre espontãneamente.

Apesar de pouco freqüente , o diagnóstico para o casal , em especial para as mulheres, causa forte impacto psicossocial devido se apresentarem entre 30 e 40 anos e estarem dispostas a constituir uma família.O importante é que o diagnóstico não é definitivo e existe 5% a 10 % dos casos que chegam a conceber. O tratamento da infertilidade se dá através da reprodução assistida , concgelamento de o´citos para quem precisa realizar radioterapia, .....O tratamento deve ser realizado a Terapia Hormonal devido risco de osteoporose e doenças cardiovasculares. O importante é ficar atenta para as alterações mais comuns mentruais e dessa forma diagnosticar precocemente para haver uma melhor perspectiva de fertilidade.

MENOPAUSA

A menopausa (última menstruação da mulher) é um evento natural na vida. O climatério (fase que antecede a menopausa) e a pós-menopausa não representam doenças, mas são estados caracterizados pela crescente carência estrogênica e pelos fenômenos do envelhecimento.
Mulheres no climatério, em geral, apresentam uma variedade de sintomas, incluindo sintomas vasomotores (fogachos ,calorões), sintomas vaginais (secura vaginal), incontinência urinária, distúrbios do sono, disfunção sexual, depressão, ansiedade, labilidade do humor, perda de memória, fadiga, cefaleia, dores articulares e ganho de peso. Os fogachos são os sintomas mais comuns relacionados ao período do climatério e a principal razão da procura por tratamento médico, ocorrendo em mais de 50% das mulheres e podendo persistir por alguns anos após a menopausa.
A terapia hormonal do climatério é a terapia estrogênica, com seu uso observamos aumento do colesterol HDL (colesterol bom) e do triglicerídeo, diminuição do colesterol LDL (colesterol ruim) porém pode ser responsável pela elevação da pressão arterial. A via oral é a mais utilizada devido a maior facilidade de administração mas há outras vias como: injetáveis, implantes subdérmicos ,percutânea e a via vaginal que absorve estrogênios e outros medicamentos na forma de óvulos ou cremes com intensa ação local, podendo manter níveis sistêmicos por três ou quatro semanas. Os progestágenos são indicados adicionados à terapia estrogênica para diminuir o risco do carcinoma endometrial. Das vias parenterais, uma via que tem sido bastante estudada é a via intrauterina: o sucesso do DIU anticoncepcional contendo 52 mg de levonorgestrel, que libera 20 mcg deste hormônio ao dia é eficiente por cinco anos.
A terapia estrogênica é efetiva para aliviar as ondas de calor e os suores noturnos mas deve ser realizada na menor dose efetiva e pelo menor tempo possível, sendo que o uso contínuo deve ser reavaliado periodicamente. É indicada em mulheres com climatério precoce, com alto risco para fraturas osteoporóticas, fogachos, labilidade emocional e com sintomas urogenitais que podem ser tratados de forma eficiente e segura com terapia local de longa duração. No entanto, em decorrência de contra
indicações ou pelos conceitos próprios do que seja seguro, muitas mulheres relutam em utilizá-la.Alguns tratamentos farmacológicos não hormonais como inibidores de recapeação seletiva da serotonina (SSRIs) e inibidores de recaptação da serotonina e norepinefrina (SNRIs) são os agentes mais utilizados para mulheres sintomáticas, sendo a paroxetina e a venlafaxina os agentes mais efetivos até o momento reduzindo os fogachos em torno de 80 a 90%. Estudos clínicos têm mostrado que uma dieta rica em fitoestrogênios está associada ao aumento da qualidade de vida e melhora significante do quadro clínico da síndrome climatérica porém não existem provas definitivas de que os fitoestrogênios (isoflavonas) reduzam eficazmente a frequência ou a gravidade dos ondas de calor das mulheres após a menopausa.As isoflavonas mais utilizadas são a genisteína (derivada do Glycine Max ) e cimicífuga racemosa.
A mulher contemporânea possui uma gama de possibilidades de tratamentos hormonais e não-hormonais que visam seu bem estar . O acesso ás informações e esclarecimentos sobre todos os fenômenos ocorridos nessa fase de Climatério e Menopausa são necessários para que possa discutir com o seu médico Ginecologista se deve utilizar a terapia estrogênica ou fármacos não hormonais obtendo uma melhora na qualidade de vida e desaceleração do envelhecimento sem causar danos á saúde.

ENDOMETRIOSE

A endometriose é uma doença crônica de mulheres em idade reprodutiva com sintomas que levam à diminuição na qualidade de vida e à infertilidade. A endometriose se caracteriza pela presença de tecido endometrial (células do tecido uterino) localizadas principalmente em ovários e em ligamentos uterossacros, com acometimento em 10 a 15% das mulheres durante a vida reprodutiva. Entre as mulheres com infertilidade, a prevalência de endometriose pode atingir até 40%.
O diagnóstico de endometriose deve ser considerado quando a história clínica evidenciar os sintomas de dismenorreia (menstruação dolorosa) dor pélvica crônica, dispareunia (dor durante a relação sexual), sintomas intestinais e urinários cíclicos e infertilidade. A dor pélvica é um dos principais sintomas em pacientes com endometriose. A idade mediana das mulheres no início do diagnóstico é de 20,5 anos e de 33 anos na ocasião do diagnóstico. A demora ainda é maior em mulheres cujos sintomas sugestivos de endometriose tiveram início ainda na adolescência, nas quais o tempo mediano para o diagnóstico é superior a dez anos.
O diagnóstico pode ser realizado por várias técnicas, porém a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética são métodos que aumentam as chances de se detectar múltiplos nódulos, as camadas envolvidas e a distância da borda anal. A ultrassonografia transvaginal deve ser considerada o primeiro exame a ser solicitado na suspeita de endometriose, por ser amplamente disponível, pelo seu baixo custo, alta aceitabilidade e particularmente por ser a modalidade diagnóstica com maior acurácia na maioria dos casos de endometriose ovariana e principalmente extraovariana. A necessidade de métodos diagnósticos invasivos permanece como um fator de limitação para o diagnóstico correto e oportuno da endometriose. A laparoscopia continua sendo o padrão ouro do arsenal diagnóstico. O CA125 é o marcador sorológico mais comumente utilizado para o diagnóstico de endometriose, apesar de não apresentar ótimas sensibilidade e especificidade.
O tratamento envolve tanto a terapêutica cirúrgica conservadora como o procedimento cirúrgico radical ou até mesmo a sua supressão por meio de recursos medicamentosos. A terapêutica clínica envolve medicamentos direcionados à melhora da
dor, enquanto a cirúrgica baseia-se nas possíveis técnicas operatórias com menor índice de morbidade e de complicações.
Assim, a mulher com endometriose deve ser abordada individualmente e de preferência com uma equipe multidisciplinar, para que se obtenham os melhores resultados, visando exclusivamente à melhora dos sintomas. Muitos desses tratamentos atingem apenas uma melhora parcial, com alta taxa de recorrência após a interrupção do medicamento. Assim, a terapia adequada deve se basear no tratamento individualizado de cada paciente, relacionando-o com seus sintomas e seu desejo reprodutivo.
A Endometriose é um dos fantasmas que assombram a mulher contemporânea pelo fato de protelarmos e programarmos as gestações com o uso de métodos anticonceptivos. Com o surgimento da reprodução assistida a cada ano mais efetiva essa doença parece ter um caráter menos sombrio. A ciência oferece às mulheres modernas e ativas, que desejam atingir o crescimento profissional antes do planejamento familiar, tratamentos clínicos mais eficazes no controle da dor e da infertilidade dessa forma melhorando sua qualidade de vida.
 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Incontinência Urinária

Incontinência Urinária
Nos dias atuais a perda de urina é causadora de grande desconforto entre as mulheres. A incontinência urinária de esforço (IUE) é a principal tipo de IU feminina, responsável por aproximadamente 50% dos casos. Estima-se que sua prevalência mundial está entre 12,7 e 37,5% e atinge ampla faixa etária, dos 20 aos 95 anos.
É definida como qualquer perda urinária uretral que ocorra ao esforço e na ausência de contração do detrusor e afeta aproximadamente 18% das mulheres com mais de 30 anos de idade. Os fatores de risco para IUE mais encontrados são o envelhecimento, gestação e parto, menopausa, obesidade e fatores genéticos. O parto vaginal é considerado a principal causa de IUE, acometendo 23% das mulheres seis meses após o parto. A incontinência ocorre tanto devido a anomalias de posição, como de fixação da uretra e colo vesical. Dentro desse contexto, a continência é assegurada pelo mecanismo de sustentação que requer músculos e ligamentos de boa qualidade.
É subdiagnosticada por causa do constrangimento da mulher ou porque grande parte delas considera a perda urinária como um processo natural O diagnóstico e a quantificação da incontinência urinária de esforço (IUE) podem ser realizados por meio de avaliações subjetivas e/ou objetivas. A forma subjetiva consiste na história clínica cuidadosa, que deve investigar a presença, o volume e a frequência das perdas urinárias. A forma objetiva é feita por meio da avaliação urodinâmica, considerada o padrão-ouro para detectar a IUE.. Está indicado para as pacientes que apresentam IU, obstrução infravesical e disfunção vesical de origem neurogência primária ou adquirida. Além disso, fornece dados para orientar o correto tratamento, seja ele cirúrgico ou não.Outros métodos são utilizados na prática clínica para quantificar as perdas urinárias, dentre eles, o pad test..( teste do absorvente).
Dentre os principais tratamentos atuais não-cirúrgicos da IUE destacam-se a fisioterapia de assoalho pélvico (FAP), tratamento medicamentoso e tratamento obstrutivo com o uso de tampões ou pessários. A FAP é reconhecida como uma das
principais modalidades de tratamento de pacientes com IUE e contrair o assoalho pélvico (AP) corretamente é a chave para o sucesso do tratamento, o que requer treinamento e seguimento com fisioterapeuta especializado. Atualmente a fisioterapia é considerada o tratamento de primeira linha para IU e os recursos terapêuticos utilizados são: cinesioterapia do assoalho pélvico, cones vaginais, biofeedback, eletromiografia de superfície, reeducação miccional e, atualmente, diversos estudos indicam a importância da eletroestimulação (EE).Apesar de muitas medicações serem utilizadas no tratamento da IUE, nenhuma é aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA) para essa finalidade..As mais mais utilizadas são : imipramina ,duloxetina e estrogênio.. Diversos tipos de pessários (dispositivos com forma de anéis ) têm sido desenvolvidos e avaliados para o tratamento da IUE. Em pacientes com IUE que não querem operar e não obtiveram resultados com fisioterapia, o uso de pessário é uma opção.
Um outro problema é o prolapso dos órgãos pélvicos (POP) é caracterizado como todo deslocamento caudal desses órgãos pela vagina. Pode ocorrer em diferentes graus, quase sempre em caráter permanente1. Durante a vida, 11% das mulheres são submetidas à cirurgia para correção .Nos casos avançados, pode haver mascaramento da incontinência urinária de esforço (IUE) em mulheres clinicamente continentes. Essas são consideradas de alto risco para desenvolver IUE sintomática após cirurgia de reconstrução pélvica. Os estudos demonstraram prevalência de IUO variável, de 21 a 69%. A maioria deles sugere que o risco de IUE pós-operatória se reduz quando é realizado o tratamento da IUO.
Os procedimentos cirúrgicos mais efetivos e de menor risco para a IUE e outras distopias genitais associadas destaca-se as cirurgias de sling (faixa), principalmente os que se implantam na região da uretra média, parecem ser os que mais se aproximam do ideal para correção das perdas urinárias e as alterações fisiopatológicas da incontinência urinária.O objetivo das duas formas descritas, TVT e TOT, é permitir tratamento cirúrgico minimamente invasivo, viáveis em pacientes com cirurgias prévias, obesas, com morbidade cirúrgica e tempo de internação menores quando comparados às formas consagradas de tratamento cirúrgico.
A população está envelhecendo e a incotinência uma das causas de afastamento do idoso de atividades de lazer , realização de exercícios físicos,
constragimentos devido a necessidade da compra absorventes e em casos mais severos fraldas noturnas. Hoje com a possibilidade de um diagnóstico mais esclarecedor e de opções de tratamento cirúrgico e não cirúrgicos individualizados os resultados de cura alcançam altos índices, dessa forma podemos oferecer uma melhor qualidade de vida á nossas mulheres.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Câncer de Mama

Câncer de Mama
Rita de Cássia Pozzati

O aumento na incidência do câncer de mama é um fenômeno observado em escala mundial. Representa a segunda neoplasia maligna mais freqüente e é responsável pelo maior número de óbitos por câncer entre as mulheres no Brasil. As maiores incidências estão localizadas nos países ocidentais, e as menores na Ásia e nos países africanos. Aproximadamente 20% das mulheres que desenvolvem câncer de mama apresentam história familiar para a doença. Aproximadamente 50% dos cânceres de mama ocorrem em mulheres entre 50 – 64 anos, e 30% ocorrem em mulheres acima dos 70 anos.
O risco de câncer está relacionado com a duração da fase reprodutiva da mulher, devido a um aumento no tempo de exposição ao estímulo estrogênico ,exemplificando, mulheres que começam a menstruar antes dos 12 anos ou aquelas que entram na menopausa em idade superior aos 55 anos apresentam risco aumentado. Com uso da Terapia Hormonal na menopausa evidência-se um pequeno aumento no risco relativo. A amamentação vem sendo estudada como possível fator protetor, sem, entretanto, nenhuma comprovação científica até o momento. A obesidade está relacionada a risco aumentado para câncer de mama, principalmente na pós-menopausa. A ingestão de álcool e o risco de desenvolver câncer de mama, sendo esta relação dose-efeito, ou seja, quanto maior o consumo, maior o risco.

O câncer de mama em mulheres jovens é incomum, 2 a 5%, por­tanto o diagnóstico necessita de um alto índice de suspeição clínica. Trabalhos recentes demonstraram que as pacientes jovens apresentam um pior prognóstico em consequência de uma doença mais avançada no momento do diagnóstico ou em razão de divergências na biologia tumoral. Sugere-se que o câncer de mama de início precoce esteja relacionado a diferentes fatores etiológicos, as­pectos histopatológicos e desfecho clínico quando comparado ao câncer de mama na pós-menopausa.

O câncer de mama na gestação é aquele que ocorre durante a gravidez ou até um ano pós-parto. É a neoplasia maligna mais prevalente durante o ciclo gravídico-puerperal, ocorrendo um caso a cada 3.000 a 10.000 partos, perdendo apenas para o câncer de colo de útero. Não há diferenças histológicas do câncer de mama em grávidas e não grávidas. As mudan­ças fisiológicas dessa fase, decorrentes do estímulo hormonal, somadas ao fato de a mamografia não ser rotina no pré-natal e de o autoexame não ser uma prática habitual para muitas mulheres, tornam o diagnóstico difícil e o estadiamento tardio, comprometendo a sobrevida da população feminina.
A mamografia ainda é a técnica mais utilizada no que diz respeito à padronização dos cuidados relativos à prevenção do câncer de mama. A mamografia digital fornece melhor imagem, não mostrando expressiva diferença na taxa de detecção do câncer de mama em relação à mamografia convencional. Recomenda-se a mamografia de rotina, nas mulheres assintomáticas a partir de 40 anos, associada com autoexame mensal e exame clínico anual, embora os benefícios destes últimos não estejam cientificamente comprovados. Antes de 40 anos, a mamografia de rastreamento deve ser realizada em mulheres com alto risco para câncer de mama (parente de primeiro grau com câncer de mama na pré-menopausa, história pregressa de hiperplasia atípica ou neoplasia lobular in situ), pré-operatório para cirurgia plástica e pré-terapia de reposição hormonal (TH). A ultra-sonografia é importante quando utilizada adjunto à mamografia, principalmente no auxílio à diferenciação entre massas sólidas e císticas e quando a mamografia não mostra resultado satisfatório. A ressonância magnética, apesar de apresentar taxa de especificidade variável na detecção do câncer de mama (37 a 97%), possui mais acurácia do que a mamografia e a ultra-sonografia em avaliar o tamanho e as características morfológicas do tumor, bem como no diagnóstico de lesões multifocais e multicêntricas.

Para combatermos o câncer de mama precisamos adotar mudanças nos hábitos de vida . Uma dieta contendo maior consumo de frutas, vegetais e fibras , preferir óleo de oliva para preparar vegetais frescos ou temperar saladas, restringir o uso de bebidas alcoólicas e realizar atividades físicas, idealmente na frequência de três vezes por semana. É de fundamental importância realizar os exames de rotina , consultar seu Ginecologista quando for detectado alteração no auto-exame das mamas, pois o diagnóstico precoce, aumenta as chances de cura .

sábado, 19 de setembro de 2015

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS


DST - DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS 

DSTs são doenças transmissíveis através do contato físico na relação sexual, é comum se manifestar geralmente como bolhas, feridas, verrugas e corrimentos. Segundo a OMS, é um problema de saúde publica Mundial. Os diagnósticos mais frequentes no Brasil são da Clamídia, Sífilis, HPV e Herpes Genital. Algumas doenças não apresentam sintomas que há infecção, somente é possível diagnosticar na consulta de rotina. 
       A DST mais comum é o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) , origem da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), onde nos seres humanos há uma deterioração progressiva do sistema imunitário que motiva o desenvolvimento da infecção. A contaminação do  HIV ocorre principalmente nas relações sexuais desprotegida onde há transferência de sangue, sêmen, lubrificação vaginal, fluido pre-ejaculatório,  multiúso de seringas contaminadas, e transmissão entre mãe e filho durante a gravidez ou amamentação. 
Nos últimos 08 anos houve aumento significativo nos casos de Sífilis em todo o mundo, causada  pela bactéria Treponema Pallidum, altamente infectante só pelo contato físico com lesionado e pelo ato sexual, ou gestante infectada podendo gerar graves alterações no feto como: (cegueira, surdez, alterações ósseas e neurológicas), aborto e morte fetal. Entre 10 a 90 dias após o contato com a pessoa infectada, aparece a úlcera (ferida indolor) em mucosas genitais, anais e orais mas geralmente desaparecem na primeira semana. Pacientes já tratados da Sífilis podem adquirir novamente a doença, e os sintomas para homens e mulheres são os mesmos. 
   O HPV é um vírus conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma doença sexualmente transmissível, sem o uso da camisinha com a pessoa infectada mesmo não apresentando sintomas para ocorrer o contagio. Mas se a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior, e pode ser transmitido para o bebê durante o parto. A vacina previne contra a infecção por HPV  quadrivalente, ou seja, previne contra quatro tipos de HPV e está disponível na rede pública para meninas entre 09 e 13 anos. 
   A Clamídia é uma bactéria que pode ser transmitida durante o sexo vaginal, anal ou oral. Clamídia também pode ser passada de forma vertical. Uma vez que o colo uterino (entrada para o útero) de garotas adolescentes e mulheres jovens não está totalmente amadurecido, elas  estão  sob risco particularmente alto de infecção em atividades sexuais. 
   O herpes genital é uma (DST) transmitida no ato sexual desprotegido por vírus e que ataca a pele ou as membranas mucosas dos genitais causando bolhas e úlceras. Herpes muitas vezes é associada  a HPV que é um dos sintomas mais frequentes desta outra DST. Essas infecções são frequentemente associados a queda dos níveis de imunidade do portador. 
Existem muitas outras DSTs como a  Gonorreia, Cancro Mole, Donovanose, Linfogranuloma Venéreo, Tricômonas Vaginalis. 
Previna-se! Use preservativo. Consulte regularmente seu médico, faça seus exames de rotina, apareceu os sintomas não negligencie e não se automedique.  
PENSE NISSO!  
Dra. Rita de Cassia Pozzati